Tânia Cançado

Idealizadora e Diretora Geral do Projeto Cariúnas, iniciou sua participação no “Bando dos Cariúnas” aos 9 anos de idade, cantando e tocando acordeon; posteriormente, vieram seus irmãos mais jovens, que tocavam percussão, acordeon e escaleta. Tânia participou do grupo por quase uma década.

... Uma pequena sementinha que sonhava com um mundo melhor... com melhores condições de vida e oportunidades de crescimento... Esta sementinha buscava terreno fértil para que pudesse florescer, e ela nunca perdeu as esperanças... Um dia vieram os raios do sol, a terra ficou fofinha e úmida, e as águas dos céus banhavam seu terreno na medida certa... E após algum tempo, depois de muito trabalho, eis que surgem lindas flores vivas, fortes, e confiantes de que outras pequeninas criaturas possam vir a trilhar o mesmo caminho e ter uma existência mais feliz...

Durante a década de 60, o “Bando dos Cariúnas” apresentou-se na TV Itacolomy e, posteriormente, na TV Belo Horizonte, no programa conhecido como “Clube do Pererê”. Liderado por Elias Salomé, os jovens músicos do “Bando dos Cariúnas” participavam com frequência de outros eventos, shows e festas infantis de BH, e em clubes e cinemas das cidades do interior do Estado, a convite de famílias locais, que os acolhiam e os hospedavam em suas próprias residências.

O Nome Cariúnas

Cariúnas é um nome de origem no idioma indígena (Tupy-Guarani) e significa "Aglomerado de negros". Este nome foi escolhido para o projeto em homenagem ao maestro Elias Salomé, que manteve na Rádio Inconfidência e na TV Itacolomy em Belo Horizonte, no final dos anos 50, um programa musical semanal, ao vivo, apresentado por cerca de 40 jovens de baixa renda que formavam o “Bando dos Cariúnas”. Tânia Cançado e Tércia Cançado, juntamente com seus irmãos (família Ferreira Leite), foram artistas mirins deste projeto sócio-cultural de Elias Salomé, e inspiraram-se nesta experiência para a idealização do Projeto Cariúnas.